Amigos da Escola, Inimigos da Educação
Primeiramente é interessante procurar achar uma definição desse projeto idealizado por alguns órgãos, como a Rede Globo por exemplo, para a partir daí remeter a crítica antecipada pelo título da presente crônica.
Os “Amigos da Escola” consiste num trabalho voluntário onde pais e/ou responsáveis de alunos da Rede Pública de Ensino usam o tempo livre de seus trabalhos para realizar um trabalho que naquela Escola não teria por falta de funcionários para aquele setor, por exemplo, se numa determinada escola falta merendeira uma ou algumas mães e/ou responsáveis de alunos desta, com tempo livre naquele horário usaria para fazer as funções de merendeira, e sendo esse trabalho voluntário, não ganharia algum tipo de remuneração para tal, e isso também vale na falta de outros funcionários de uma escola e até (pasmem) de PROFESSORES.
A minha crítica, bem nítida ao ver o título desta crônica, cabe a um problema muito sério. Apesar da atitude ,e desta ser valida, estamos lidando com dois perigos. O primeiro é que uma ação dessa mascara um problema que deveria ser resolvido pelo governo, ao ponto que com a inserção desses voluntários isenta a responsabilidade do Estado em buscar meios para suprir a falta apontada no parágrafo anterior, cabendo um dito popular muito conhecido o de “empurrar a sujeira para debaixo do tapete”, além do Estado ter um empregado a menos para se remunerar nessa área.
O segundo perigo ao qual me refiro consiste no fato de que a maioria dos profissionais que trabalham na área de educação tem formação universitária, pedagogos, psicólogos, professores, isto é, pessoas que dedicam no mínimo 4 anos de suas vidas para obter o mínimo de formação necessária para poder daí estar habilitado a lidar com as profissões com a qual havia me referido, portanto, quando se coloca um responsável de algum aluno que não tem formação em física ,por exemplo, num posto que deveria ser ocupado por um profissional, além de ser ilegal(pois pela lei só se pode lecionar nas Instituições de Ensino- Não estaria incluído com isso os cursos pré- vestibulares- quando licenciado para tal, isto é, após de formado) coloca em risco a aprendizagem daquela turma de alunos, pois por melhor que aquele voluntário possa conhecer de tal matéria, esta não teria o mínimo de preparo pedagógico para transmiti-la (até porque se isso fosse dispensável não haveria instituições para tal, concordam?).
Concluindo, é importante destacar que, tornando a dizer, acho esse tipo de iniciativa válida, porem quando se usa voluntários junto a profissionais e não como uma forma de substitui-los, e quem ainda acha que o meu argumento não tem fundamento, imagine se isso fosse estendido para “amigos da medicina” ou “amigos da engenharia” por exemplo, teríamos com isso uma massa de voluntários no lugar de profissionais também nessas áreas e sem a mínima formação necessária para trabalhar nelas, então como seria a estrutura das casas construídas dessa forma, ou como seria estar doente, ir a um hospital a procura de um médico e no seu lugar lhe atende um voluntário?Imaginou?Por último só tenho que salientar que o GOVERNO tem RESPONSABILIDADES quanto a áreas de EDUCAÇÃO e SAÚDE e nosso papel como cidadãos, e por estar incluídos nessa categoria pagamos IMPOSTOS é que temos o papel de EXIGIR DO GOVERNO uma atitude quanto a esse problema, e não tentar preenche-lo de uma forma desordenada.
Os “Amigos da Escola” consiste num trabalho voluntário onde pais e/ou responsáveis de alunos da Rede Pública de Ensino usam o tempo livre de seus trabalhos para realizar um trabalho que naquela Escola não teria por falta de funcionários para aquele setor, por exemplo, se numa determinada escola falta merendeira uma ou algumas mães e/ou responsáveis de alunos desta, com tempo livre naquele horário usaria para fazer as funções de merendeira, e sendo esse trabalho voluntário, não ganharia algum tipo de remuneração para tal, e isso também vale na falta de outros funcionários de uma escola e até (pasmem) de PROFESSORES.
A minha crítica, bem nítida ao ver o título desta crônica, cabe a um problema muito sério. Apesar da atitude ,e desta ser valida, estamos lidando com dois perigos. O primeiro é que uma ação dessa mascara um problema que deveria ser resolvido pelo governo, ao ponto que com a inserção desses voluntários isenta a responsabilidade do Estado em buscar meios para suprir a falta apontada no parágrafo anterior, cabendo um dito popular muito conhecido o de “empurrar a sujeira para debaixo do tapete”, além do Estado ter um empregado a menos para se remunerar nessa área.
O segundo perigo ao qual me refiro consiste no fato de que a maioria dos profissionais que trabalham na área de educação tem formação universitária, pedagogos, psicólogos, professores, isto é, pessoas que dedicam no mínimo 4 anos de suas vidas para obter o mínimo de formação necessária para poder daí estar habilitado a lidar com as profissões com a qual havia me referido, portanto, quando se coloca um responsável de algum aluno que não tem formação em física ,por exemplo, num posto que deveria ser ocupado por um profissional, além de ser ilegal(pois pela lei só se pode lecionar nas Instituições de Ensino- Não estaria incluído com isso os cursos pré- vestibulares- quando licenciado para tal, isto é, após de formado) coloca em risco a aprendizagem daquela turma de alunos, pois por melhor que aquele voluntário possa conhecer de tal matéria, esta não teria o mínimo de preparo pedagógico para transmiti-la (até porque se isso fosse dispensável não haveria instituições para tal, concordam?).
Concluindo, é importante destacar que, tornando a dizer, acho esse tipo de iniciativa válida, porem quando se usa voluntários junto a profissionais e não como uma forma de substitui-los, e quem ainda acha que o meu argumento não tem fundamento, imagine se isso fosse estendido para “amigos da medicina” ou “amigos da engenharia” por exemplo, teríamos com isso uma massa de voluntários no lugar de profissionais também nessas áreas e sem a mínima formação necessária para trabalhar nelas, então como seria a estrutura das casas construídas dessa forma, ou como seria estar doente, ir a um hospital a procura de um médico e no seu lugar lhe atende um voluntário?Imaginou?Por último só tenho que salientar que o GOVERNO tem RESPONSABILIDADES quanto a áreas de EDUCAÇÃO e SAÚDE e nosso papel como cidadãos, e por estar incluídos nessa categoria pagamos IMPOSTOS é que temos o papel de EXIGIR DO GOVERNO uma atitude quanto a esse problema, e não tentar preenche-lo de uma forma desordenada.

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